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Monday, 4 October 2021
CPI da Covid ouve nesta terça sócio da VTC Log, suspeita de favorecimento em contratos com o Ministério da Saúde
BRASÍLIA — A CPI da Covid deve ouvir nesta terça-feira Raimundo Nonato Brasil, sócio da VTC Log. A empresa de logística, encarregada do transporte de medicamentos e vacinas, é investigada por suspeita de corrupção e sobrepreço em contrato com o Ministério da Saúde.
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Nonato Brasil foi escolhido para depor após Carlos Alberto Sá, principal responsável e dono da empresa, encaminhar à comissão um atestado em que alega não poder dar depoimento por estar tratando um câncer. Mesmo com sua substituição por Nonato Brasil, Andreia Lima, presidente da VTC Log, procurou senadores na semana passada para tentar cancelar a oitiva, mas não teve sucesso.
A empresa utilizava saques em dinheiro para quitar boletos cuja finalidade é investigada pela CPI. O motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva foi ouvido na comissão e admitiu que chegou a retirar mais de R$ 400 mil de uma só vez para pagar contas pela firma. O funcionário sacou quase R$ 5 milhões em quantias fracionadas. Senadores da colegiado querem questionar Nonato sobre esses pagamentos.
Fabiano Contarato(Rede-ES) denunciou publicação homofóbica de Otávio Fakhoury. O senador repudiou posts do empresário: ‘A sua família não é melhor que a minha. (…) O senhor pode ter todo o dinheiro do mundo. Tenho minha vida modesta com muito orgulho, cuidando da minha família, meu esposo, meus dois filhos. Eu quero que eles tenham a certeza de que lutei, continuo lutando para diminuir essa desigualdade no Brasil. Eu aprendi que orientação sexual não define caráter’, disse. Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues/Agência SenadoDepoimento de Luciano Hang na CPI da Covid foi interropido várias vezes por bate-boca e discussões Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadoSenador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) ‘escolta’ Luciano Hang, que está entre o senador Jorginho e o Marcos Rogério (DEM-RO), ao plenário da CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Pablo Jacob / Agência O GloboO relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), de oposição, e o senador governista Jorginho Mello (PL-SC), bateram boca na sessão de quinta-feira (23). Eles trocaram xingamento, e Renan saiu de sua cadeira e, com dedo em riste, tentou chegar até o local onde estava Jorginho. Outros senadores impediram o encontro entre eles Foto: Reprodução / TV Senado / Agência O Globo – 23/09/2021Senadora Simone Tebet (MDB-MS) discute com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, que a chamou de descontrolada. O relador Renan Calheiros mudou a condição de Rosário de testemunha para investigado Foto: Leopoldo Silva/Agência SenadoEm depoimento à CPI, o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo Filho, disse que não tem nenhum tipo de relacionamento com a Precisa, nem conhece os donos da empresa. Francisco afirmou que eles participaram de um certame assim como outras empresas e negou que a Precisa tenha feito proposta fora do prazo. O ex-secretário foi alvo da Operação Falso Negativo, em agosto de 2020, que constatou irregularidades em compras para o enfrentamento à pandemia no Distrito Federal. Foto: Roque de Sá / Agência O GloboO motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, admitiu à CPI que sacava dinheiro em espécie para a VTC Log e chegou a retirar mais de R$ 400 mil de uma só vez. De acordo com Ivanildo, a área financeira da empresa, que possui contratos com o Ministério da Saúde na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito, repassava diversos cheques a serem descontados para pagamentos de boletos. A comissão decidiu quebrar o sigilo de Ivanildo e convocar a funcionária da da VTC Log que lhe mandava fazer saques e pagar boletos. Também decidiu apresentar uma ação na justiça para apreender o telefone dele. Foto: Roque de Sá / Roque de Sá/Agência SenadoEm depoimento à CPI da Covid, José Ricardo Santana, ex-secretário da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), disse que foi trabalhar no Ministério da Saúde sem recebimento de salário, a convite ex-diretor de logística Roberto Ferreira Dias, investigado na comissão por suspeita de pedido de propina em negociação de vacinas. Santana, afirmou que no dia 23 de março pediu demissão na câmara de regulação e a exoneração foi publicada no dia 30. No entanto, ele não esclareceu seu trabalho no ministério. Em vários questionamentos, Santana respondeu “que não se lembra”, nem mesmo de sua remuneração na Cmed. Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoO presidente do FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Junior, deu informações desencontradas sobre a relação da empresa com o advogado Marcos Tolentino, durante o depoimento à CPI da Covid. Senadores acreditam que Tolentino, amigo do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), seja o verdadeiro dono da FIB Bank. Roberto Pereira teve o direito de ficar em silêncio e não produzir provas contra si mesmo no depoimento, concedido pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Pedro França / Agência SenadoO empresário Emanuel Catori, sócio da Belcher, negou na sessão da CPI da Covid que a empresa tenha tido um “facilitador político” para poder se aproximar do Ministério da Saúde. No entanto, confirmou que a reunião com o chefe da pasta, Marcelo Queiroga, foi marcada pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-RR). A empresa, representante do laboratório chinês Cansino para o fornecimento do imunizante Convidecia, teria ligações com Barros. Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadoFrancisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos negou o compromisso de dizer a verdade e se calou sobre pressão no Ministério da Saúde para a compra da Covaxin. Maximiano disse conhecer o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), também investigado pela CPI, mas não entrou em detalhes. Foto: Cristiano Mariz / Agência O GloboAdvogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira também se negou a prestar o compromisso de dizer verdade.
O advogado disse acreditar ter participado de uma ou duas reuniões técnicas e jurídicas entre a Precisa e o laboratório indiano Bharat Biotech, mas se recusou a dar maiores detalhes. Depois, o relator Renan Calheiros fez uma série de perguntas sobre a negociação com o Ministério da Saúde, mas Silveira não respondeu. O presidente da comissão reagiu ao silêncio: “Nem todo o comportamento de um advogado se enquadra no que a Ordem [OAB] diz. Não podemos achar que todo advogado esteja imune a qualquer coisa, possa fazer qualquer coisa”. Foto: Pedro França / Pedro França/Agência SenadoO auditor do TCU Alexandre Marques confirmou à CPI que o documento sobre número de mortes por coronavírus foi adulterado após ser enviado ao presidente Jair Bolsonaro. Ele é o autor do relatório usado pelo mandatário para questionar as notificações de óbitos em decorrência da pandemia. Bolsonaro chegou a atribuir o material ao TCU, mas depois disse que o texto teria sido produzido a partir de “uma análise pessoal” do auditor. Marques disse ter feito o texto em “Word”, mas que não era conclusivo, e confirmou ter enviado o arquivo ao pai, amigo de Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz / Agência O GloboO depoimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), causou bate-boca entre os senadores, fazendo com que a comissão fosse suspensa em dois momentos. Omar Aziz encerrou a sessão mais cedo na ocasião, após integrantes avaliarem que o deputado mentiu. Barros compareceu na condição de convidado. Após o fim da sessão, Aziz atacou o deputado: “O grand finale dele foi querer fazer uma narrativa de que é a CPI que está atrapalhando a compra de vacina. Aí não dá. A própria empresa chinesa já desmentiu. Em vez de vir se explicar, tentou desconstruir. Não vai conseguir”. Foto: Agência SenadoJailton Batista, diretor-executivo da farmacêutica Vitamedic, fabricante da ivermectina, admitiu em depoimento que gastou R$ 717 mil para divulgar o uso do medicamento no combate a Covid-19. Não há estudos que garantam a eficácia do vermífugo no tratamento contra o vírus. Para integrantes da CPI, a empresa estimulou o uso indevido do produto como forma de tratamento precoce ao vírus. Foto: Cristiano Mariz / Agência O GloboO coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida confirmou em depoimento que levou a Davati ao Ministério da Saúde a pedido do reverendo Amilton Gomes, líder de associação privada. A negociação de vacinas com o governo federal envolvendo a empresa é investigada pelos senadores da comissão. O militar é presidente do Instituto Força Brasil (IFB), investigado no inquérito das Fake News, e usou o direito de permanecer em silêncio para se recusar a responder perguntas da CPI Foto: Cristiano Mariz / Agência O GloboApontado como o “braço político” de Pazuello no Ministério da Saúde, o empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, minimizou sua influência na pasta na época em que assessorou o hoje ex-ministro. Cascavel esteve à frente da articulação com parlamentares, governadores e prefeitos. O ex-auxiliar também criticou o que chamou de “politização” da vacina, mas evitou direcionar o foco para Bolsonaro Foto: Cristiano Mariz / Agência O GloboO coronel da reserva Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde, afirmou que visava negociar vacinas para o mercado privado, e não para a pasta. Blanco abriu uma empresa três dias antes de levar o PM Luiz Paulo Dominghetti a um encontro com o então diretor de Logística do ministério, Roberto Dias. Blanco nega ter havido cobrança de propina na ocasião. Segundo o senador Alessandro Vieira, o coronel trocou 108 ligações em um período de 30 dias com Dominghetti Foto: Jefferson Rudy / Agência SenadoO reverendo Amilton Gomes depõe na retomada das atividades da CPI da Covid, após duas semanas de recesso parlamentar. Líder de associação privada participou da negociação de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, vendidas por um intermediário sem autorização da farmacêutica estrangeira Foto: Pedro França / Agência SenadoO representante no Brasil da empresa Davati, Cristiano Carvalho, afirmou em depoimento à CPI que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, insistiu em buscar contato para compra da vacina.
O PM Luiz Paulo Dominghetti, que afirma também ser representante da Davati, disse em seu depoimento que Dias teria pedido US$ 1 por cada dose de vacina que seria comprada. Carvalho, por sua vez, disse que foi avisado sobre “comissionamento”.
Indagado sobre suposta propina citada por Dominghetti, Carvalho disse que ele não falou em propina, mas usou o termo “comissionamento” Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadoA diretora técnica da empresa Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, mudou de postura e respondeu todas as demandas dos senadores na Comissão parlamentar. No dia anterior, a diretora optou pelo silêncio, utilizando HC concedido pelo STF. Emanuela Medrades disse que tentou reduzir o valor da dose da vacina após proposta de US$10. O valor final contratado foi de US$ 15. Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadoConsultor do Ministério da Saúde William Amorim Santana disse à CPI da Covid ter visto erros em documentos de importação da Covaxin. Santana disse que, após a primeira versão do documento de importação, pediu por telefone a correção dos erros. Foto: Pedro França / Pedro França/Agência SenadoApós prisão de ex-diretor do ministério, servidora Francieli Fantinato se nega a prestar juramento de falar a verdade na CPI. a ex-coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde chegou à comissão com um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 08/07/2021Ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias saiu preso da CPI da Covid. A ordem partiu do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), após a revelação de áudios que desmentem a versão de Dias sobre o encontro acidental com o cabo da Polícia Militar Luis Paulo Dominghetti, em um restaurante de Brasília, onde o policial diz que o ex-diretor pediu propina de um dólar por dose de vacina. Foto: Agência SenadoA servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Silva Oliveira, durante depoimento à CPI da Covid, disse não ter visto “nada atípico” no processo de compra da vacina indiana Covaxin e revelou que o contrato ficou um mês sem fiscal. Regina foi nomeada para acompanhar compra de vacina dois dias após irmãos Miranda levarem denúncia de irregularidades ao presidente Jair Bolsonaro Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS – 06/07/2021Depois de negar suspeitas de integrar o ‘gabinete paralelo’, o empresário Carlos Wizard se negou a responder perguntas dos senadores na CPI e permaneceu em silêncio, amparado por decisão do STF Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 30/06/2021Deputado estadual Fausto Vieira dos Santos Junior (PRTB-AM) ataca presidente da CPI, o senador Omar Aziz (MDB-AM), que responde falando em prisão do adversário Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadoOs senadores do grupo que reúne a maioria dos senadores na CPI da Covid saíram do depoimento dos irmãos Miranda sobre suspeitas de corrupção no contrato da Covaxin com uma certeza: diante dos novos fatos e linhas de investigação, será inevitável prorrogar a CPI Foto: Pablo Jacob / Agência O GloboDeputado federal Luis Miranda (DEM-DF) chega à CPI da Covid usando colete à prova de balas para depor. Ele é irmão de Luis Ricardo Miranda, o servidor público que denunciou irregularidades na compra da vacina indiana Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 25/06/2021Contraditório. Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), tido como chefe do ‘gabinete paralelo’, defendeu teses de que ‘lockdown’ e quarentena não têm impacto no controle da pandemia, apesar de citar a China como exemplo de país que reduziu números de casos sem vacina – omitindo justamente o isolamento rigoroso adotado pelos chineses Foto: Pablo Jacob / Agência O GloboSenadores prestam minuto de silêncio pelas mais de 500 mil vidas perdidas para a pandemia, na primeira sessão da CPI da Covid depois de os números oficiais ultrapassarem a trágica marca de meio milhão de mortos Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadRelator Renan Calheiros (MDB-AL), que passou a usar o número oficial de mortos no lugar da sua placa nominal, adicionou a palavra “luto” no seu espaço à mesa diretora Foto: Edilson Rodrigues / Agência SenadEx-governador deixa sessão antes de concluir depoimento, por volta das 14h, fazendo uso do habeas corpus concedido a ele pelo Supremo Tribunal Federal Foto: Pablo Jacob / Agência O GloboO filho do presidente e senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) tumultuou novamente a CPI da qual não é integrante, em defesa do governo do pai Foto: Jefferson Rudy / Agência SenadoEx-governador do Rio Wilson Witzel é convocado para depor. Graças à decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele não precisa se comprometer com a verdade, pode se reservar ao silêncio e estar acompanhado de advogado Foto: Pablo Jacob / Agência O GloboO engenheiro e ex-secretário de Saúde do estado do Amazonas, Marcellus Campêlo, contradisse informações do ex-ministro Pazuello sobre a data em que o estado comunicou o ministério sobre colapso Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 15/06/2021A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à CPI da foi categórica: ‘Negacionismo do governo mata’ Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/06/2021Médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criticou a imunidade rebanho ‘a custo de muitas mortes’: ‘estamos sendo tratados como animais’ Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/06/2021Com o habeas corpus concebido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), não compareceu à CPI da Covid, no senado: “Iremos recorrer dessa decisão”, prometeu o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 10/06/2021O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello na pasta, afirmou à CPI que a gestão do general defendia o “atendimento precoce” para pacientes com a Covid-19 Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 09/06/2021Convocado pela segunda vez, ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse orientar Bolsonaro sobre medidas de prevenção contra Covid-19, apesar de não ser levado em consideração: “Não me compete julgar os atos do presidente da República” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 08/06/2021Infectologista Luana Araújo, ex-secretária de enfrentamento ao coronavírus, chamou a discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de “delirante”: “Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente” e reafirmou que “o Brasil está na vanguarda da estupidez” Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado – 02/06/2021A médica Nise Yamaguchi se negou a opinar sobre a gestão do presidente Bolsonaro na pandemia. A médica disse que aconselhava o Ministério da Saúde, mas negou a existência de ‘gabinete paralelo’, diante da insistência do relator Renan Calheiros Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 01/06/2021O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que Brasil poderia ter sido pioneiro na imunização: “Já tínhamos as doses, já estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que poderíamos ser o primeiro país a começar a vacinação” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 27/05/2021A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também conhecida como ‘capitã cloroquina’ confirmou que houve orientação da Saúde para tratamento precoce contra a Covid-19 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 25/05/2021Pressionado por senadores a responder pela falta de oxigênio em Manaus, em janeiro, o ex-ministro da Saúde Pazuello disse que a responsabilidade era do governo estadual e da empresa fornecedora Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 20/05/2021Sessão da CPI da Covid foi suspensa depois de Eduardo Pazuello passar mal durante um intervalo. A Comissão retormou depoimento do ex-ministro no dia seguinte Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021Ex-ministro negou receber ordens diretas do presidente para usar cloroquina no combate à Covid-19 e destacou sua qualificação em logística e gestão: “Eu me considero sim, senhor, plenamente apto a exercer o cargo de ministro da Saúde” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021Assim como Fabio Wajngarten, ex da Comunicação, o ex das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, negou falas polêmicas diante da CPI da Covid: “Eu não entendo nenhuma declaração que tenha feito como anti-chinesa”, esquivou-se o ex-chanceler Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 18/05/2021Presidente da CPI, Omar Aziz, alertou Ernesto sobre dizer a verdade e lembrou declarações anti-chinesas: “Na minha análise, Vossa Excelência está faltando com a verdade. Peço que não faça isso. Escreveu no seu Twitter, escreveu artigo” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 18/05/2021O gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que o Brasil poderia ter recebido 4,5 milhões de doses a mais de vacinas contra a Covid-19 até março deste ano Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 13/05/2021Bate-boca entre senadores Flávio Bolsonaro e Renan Calheiros marcou sessão em que Wajngarten foi ouvido. Flávio chamou Renan de vagabundo, que rebateu citando a investigação da rachadinha Foto: Marcos Oliveira e Leopoldo Silva / Agência SenadoDepois da aparição de Flavio Bolsonaro, em defesa de Wajngarten, sessão da CPI da Covid foi interrompida Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021“Por favor, não menospreze nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui”, disse o presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) a Wajngarten Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021Fabio Wajngarten se esquivou de respostas diretas e foi advertido pela mesa e acusado, pelo relator Renan Calheiros de mentir à CPI por negar declarações dadas à revista Veja – que logo divulgou áudios comprovando as declarações do ex-chefe da Secom Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021Relator Renan Calheiros trocou a placa que o identificava pelo número de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 12/05/2021O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, confirmou que esteve em uma reunião no Palácio do Planalto, no ano passado, na qual foi cogitada a possibilidade de mudar a bula da cloroquina para que o medicamento fosse indicado no tratamento da Covid-19: “não tem cabimento”, classificou Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/05/2021Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se esquivou de perguntas e não disse se concorda com Bolsonaro sobre uso de cloroquina: “Eu estou aqui na condição de testemunha, o senhor quer que eu emita juízo de valor”, respondeu ao relator da CPI Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/05/2021Omar Aziz (PSD-AM) ironizou a resposta do ministro da Saúde:
“Até minha filha de 12 anos falaria sim ou não”, sobre concordar com o uso da cloroquina, conforme prega o presidente Bolsonaro durante toda a pandemia Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 06/05/2021“Não há pressão nenhuma”, disse Queiroga quando questionado sobre atuação do Planalto para incluir a cloroquina no tratamento de Covid-19. Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo – 06/05/2021Ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que a falta de autonomia no ministério motivaram sua saída um mês depois de assumir o cargo Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado – 05/05/2021Otto Alencar (PSD-BA) recomenda vacina ‘antirrábica’ a senador governista que defendeu cloroquina Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência SenadoGovernistas questionam o direito de a bancada feminina fazer perguntas sem integrar a CPI e geram bate-boca Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado – 05/05/2021Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta sustentou discurso de que seguiu sempre orientações ténicas à frente da pasta Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo – 05/05/2021
A CPI encontrou pagamentos de boletos de R$ 47 mil em nome do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Como mostrou O GLOBO, boletos emitidos pela agência de viagens Voetur Turismo em nome de Dias foram quitados 11 dias depois de uma manobra que transferiu um contrato milionário da VTC Log para a área que ele comandava na pasta. A Voetur Turismo e a VTC Log pertencem ao mesmo grupo empresarial.
A cúpula da CPI reconhece que há pontas soltas em relação à investigação sobre a VTC Log, favorecida com contratos principalmente durante a gestão de Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo na Câmara dos Deputados, como ministro da Saúde. De 2016 a 2018, com Barros à frente da pasta, os contratos da VTC Log aumentaram.
Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão de um aditivo do contrato da VTC Log com o ministério. O valor contratado é de R$ 114 milhões anuais. Com o aditivo, haveria um aumento de R$ 19 milhões só pela mudança na forma de cálculo do transporte dos produtos. O ministro Benjamin Zymler atendeu a um pedido dos senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Os parlamentares apontaram que a VTC Log mudou a forma de medir os itens do contrato, “resultando em possibilidade de pagamento imediato de quase R$ 19 milhões”, em uma possível fraude.
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