SÃO PAULO — Um dia depois da operação policial em Varginha, no Sul de Minas Gerais, que terminou com a morte de 25 suspeitos de integrarem uma quadrilha de roubos a bancos em ações chamadas de “novo cangaço”, a polícia busca novas pistas em um caminhão com fundo falso que seria utilizado na fuga do bando. Nesta segunda-feira, agentes da Polícia Civil fazem perícia no veículo, que foi localizado em Muzambinho, a cerca de 100km da cidade pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação contou ainda com a Polícia Militar (PM) de Minas e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).
Segundo a investigação policial, o caminhão foi carregado com entulho e cascalho para não levantar suspeitas, mas teria um compartimento secreto onde os criminosos se esconderiam para deixarem o local sem serem descobertos. A expectativa é que a perícia leve a novas informações sobre os planos do bando.
— É uma carreta, com compartimento secreto embaixo da carroceria, preparado para transportar diversas pessoas. Pode ajudar a Polícia Judiciária nas investigações, porque uma das grandes dúvidas que aconteciam após as ações dessas quadrilhas era onde essas pessoas iam, ou onde saíam dos locais dos crimes, visto que muitas vezes eles incendiavam os veículos utilizados — disse o inspetor do PRF Aristides Junior.
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Os agente buscam digitais e pertences no caminhão que ajudem a confirmar se o bando teria relação com crimes do mesmo tipo em outros estados, como o ocorrido em agosto em Araçatuba (SP), que deixou três mortos e quatro feridos. Na ocasião, moradores foram amarrados nos tetos de carros, para serem usados de “escudos”. A estimativa é que R$ 7 milhões tenham sido levados pelos criminosos.
— Pela quantidade de armamento apreendido, tudo leva a crer que seja a mesma quadrilha de Criciúma, Araçatuba e Uberaba, em 2017 — disse o tenente-coronel Rodolfo César Morotti Fernandes, do Bope, em coletiva de imprensa no domingo. — Pelo nível de organização, material utilizado, se trata de uma grande quadrilha. Não são amadores.
Foram apreendidos metralhadoras ponto 50, explosivos e coletes à prova de balas, além de vários veículos roubados.
Segundo a polícia, o grupo planejava fazer um novo assalto no feriado de Finados. Os alvos seriam, de acordo com policiais, o Serviço Especial de Registro do Tesouro (Seret), no Banco de Brasil de Varginha, ou alguma empresa de transporte de valores.
Caseiro também foi morto em operação
Além dos 25 suspeitos de integrarem a quadrilha, um caseiro que trabalhava em um dos sítios descobertos pela polícia também foi morto na operação. Segundo a Polícia Militar, ele não só sabia da ação como seria o encarregado de cuidar dos explosivos que seriam usados no assalto. Uma das armas foi encontrada na casa dele, segundo os agentes.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais pediu uma apuração sobre as mortes.
Os assaltantes foram descobertos após denúncias anônimas. De acordo com o tenente-coronel Rodolfo, do Bope, os policiais começaram a investigar sítios em que havia muitos carros estacionados e pouco sinal de festa ou movimento.
Os confrontos ocorreram em duas abordagens diferentes. Na primeira, 18 suspeitos foram mortos após atacar, segundo a polícia, equipes da PRF e da PM. Em outra localidade, outros sete suspeitos foram mortos após troca de tiros.
Segundo a polícia, os dois sítios usados pelos criminosos estavam localizados em extremos diferentes da cidade, provavelmente para faciltar a rota de fuga caso algo desse errado.
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Postado em 2021-11-01 12:20:57
O post Polícia busca novas pistas sobre quadrilha de Varginha em caminhão com fundo falso que seria usado para fuga apareceu primeiro em Noticias, Dicas e Atualidades.
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