Antes de desembarcar no Arizona, nos Estados Unidos, para a disputar a segunda etapa da Street League, Pâmela Rosa fez história. Convidada para disputar o Tampa Pro, torneio exclusivamente masculino e de grande tradição no skate, se tornou a 1ª mulher a se classificar para a semifinal na história. Mas além do bom resultado, a exibição traz confiança em virtude do seu tornozelo, que está “quase 100%”, segundo ela.
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O drama de Pâmela foi conhecido nos Jogos Olímpicos. Ela rompeu o ligamento completo do tornozelo esquerdo pouco antes de viajar para Tóquio e a sua atuação passou longe da ideal. Em Salt Lake City, já pela Street League, ficou em 4º lugar mesmo admitindo ainda não estar bem. Por isso há tanta sobre a sua recuperação antes da segunda etapa, que terá início nesta sexta-feira.
— Estou quase 100%, mas posso dizer que estou bem melhor. O tornozelo está em 80, 85%. Lesionei há dois dias de embarcar para Tóquio e confesso que deu uma desanimada. Mas fui com o objetivo de fazer o meu melhor. Estou trabalhando para isso. Estou andando bastante [de skate]. Em Salt Lake já estava bem, mas agora já estou passando um tempinho nos Estados Unidos para treinar e ver a evolução — conta a atual quarta colocada geral no ranking da SLS.
A paulista de 22 anos está tão focada que mudou seus planos para se preparar para a segunda etapa. Após conversar com o skatista Kelvin Hoefler, decidiu viajar para Atlanta e passar o mês anterior à competição treinando com o amigo pessoal. Nas redes sociais, não faltam vídeos mostrando a sua preparação, algo que ela considera fundamental.
— Depois dos Jogos Olímpicos nós conversamos bastante. Nos conhecemos há mais de 15 anos e sempre tive vontade de vir [para os Estados Unidos] e treinar. Não era algo frequente, de todo dia. Depois de Salt Lake City, topamos treinar juntos e nos divertir. Com ele, o nível cresce ainda mais. No Brasil não tem pistas boas, e tem muitas coisas para me distrair. Eu vindo para cá, só quero andar de skate.
Uma mudança importante desta etapa foi a troca de local. O GLOBO trouxe com exclusividade que a segunda etapa do Circuito Mundial não seria mais disputada em Miami, na Flórida. O evento seguiu nos Estados Unidos e nas mesmas datas, mas acontecerá no Arizona, em Lake Havasu. A mudança foi provocada, principalmente, por dois motivos: o clima, que atrasou a construção do circuito, e a Covid-19, que gerou consequências no Estado.
Pâmela admite que a troca foi um balde de água fria e acredita que o clima irá influenciar na atuação dos skatistas. Mudou até os planos da paulista: ela e Kelvin iriam dirigir de Atlanta até Miami, mas tiveram que ir para o outro lado dos Estados Unidos. Porém, ela se vê tranqula até mesmo para a pressão que a torcida pós-Olimpíada traz.
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— Miami seria legal porque estaríamos como se fosse no Brasil, é mais úmido. Em Lake Havasu, é do lado de um lago, um pouco frio, seco. Vamos ter que nos adaptar. É longe de tudo, é um movimento. Na hora que a gente ficou sabendo, foi um balde de água fria. Sobre a pressão do tocedor, acredito que vem mais da gente. Eu entro com o objetivo de dar o meu melhor. Tem a pressão da competição, mas não é algo que pode atrapalhar. Está todo mundo competindo com o outro, mas desejamos o melhor para todo mundo.
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Postado em 2021-10-29 03:00:03
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