Autor de telenovelas clássicas da TV brasileira, como “Dancin’ days” (1978), “Vale tudo” (1988) e “Celebridade” (2003), Gilberto Braga morreu nesta terça-feira (26), aos 75 anos, no Rio, segundo informou o blog de Ancelmo Gois. O carioca estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Braga faria aniversário na segunda-feira, dia 1º de novembro. Ele passou a enfrentar, nos últimos dias, uma infecção sistêmica a partir de perfuração de esófago, sem conseguir resistir as complicações. Gilberto era casado com o decorador Edgar Moura Brasil.
Ao longo de sua carreira, toda construída na TV Globo, Gilberto Braga criou vilões inesquecíveis que entraram para a história da teledramaturgia. Veja abaixo a lista de personagens inesquecíveis que o Brasil amou odiar.
Leôncio (Rubens de Falco), “Escrava Isaura” (1976)
Apaixonado por Isaura, ao não ser correspondido se apodera de sua carta de alforria, deixada pela mãe da escrava branco, e torna sua vida um inferno.
Yolanda Pratini (Joana Fomm), “Dancin’ days” (1978)
Norma Bengell chegou a gravar algumas cenas, mas acabou sendo substituída por Joana Fomm. Yolanda era uma socialite que casou por interesse e impedia que a irmã, Júlia (Sonia Braga), recém-saída da cadeia, tivesse acesso à filha, Marisa (a jovem Gloria Pires). Seu tema na trilha sonora disco era a soturna “Solitude”, cantada por Gal Gosta.
Odete Roitman (Beatriz Segall) e Maria de Fátima (Glória Pires), “Vale Tudo” (1988)
Odete era uma artistocrata carioca que odiava o Brasil (“É um povo preguiçoso. Isso aqui é uma mistura de raças que não deu certo. Conheço uns dois ou três que não são”) e humilhava todos abaixo dela. Inclusive Maria de Fátima, jovem de família pobre que ao longo da trama traiu a própria mãe para ascender socialmente. Nio final da trama, o Brasil parou para responder “quem matou Odete Roitman?” Mas tinha sido Helena – Maria de Fátima estava inocente nessa, e inclusive teve um final em que seguiu aprontando das suas.
Em depoimento ao site Memória Globo, Beatriz Segall falava sobre Odete Roitman: “Acho que é uma personagem que vai ficar, não por minha causa, na história. Eu fui gostando muito de fazer a personagem. Eu fazia com um prazer imenso. Quanto mais maldade ela fazia, mais interessante o papel ficava. Como a personagem em geral provocava os acontecimentos importantes da novela. Cresceu muito e ficou um ‘papelão’.”
Felipe Barreto (Antônio Fagudnes), “O dono do mundo” (1991)
O antiético cirurgião plástico Felipe Barreto, se interessa por Márcia (Malu Mader), noiva de um funcionário seu, assim que descobre que a garota é virgem. Para vencer uma aposta, ele tira a virgindade da moça e ainda provoca a morte de seu noivo – isso tudo apenas nos primeiros capítulos.
Laura (Cláudia Abreu), “Celebridade” (2003)
Movida pela vingança, Laura (Cláudia Abreu) finge ser admiradora de Maria Clara Diniz (Malu Mader) e consegue um emprego como sua assistente. Enquanto isso, trama com o michê Marcos (Márcio Garcia) para destruí-la. Um dos momentos marcantes na trama é quando Maria Clara dá uma surra em Laura dentro de um banheiro. É considerada uma das maiores surras da dramaturgia – total de 28 tapas.
Olavo (Wagner Moura), “Paraíso tropical” (2007)
Ambicioso, Olavo estava disposto a qualquer coisa para assumir o poder do Grupo Cavalcanti. Seus golpes atingem todos que estão próximos – inclusive Bebel (Camila Pitanga), uma prostituta de bom coração que o ajuda em seus planos porque realmente o ama.
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Postado em 2021-10-26 23:50:04
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