Thursday, 28 October 2021

Ex-campeões debatem sobre importância da relação entre alunos e professores para a formação de novos talentos


Todo grande atleta tem um mestre por trás de suas conquistas. Para celebrar a importância dessa relação, no mês do professores, o projeto Interolímpico realizou mais uma live sobre o futuro do esporte do país. O encontro virtual de ontem contou com a participação de grandes campões do esporte brasileiro, e fechou com chave de ouro a série “Bate-Papos Digitais”, que fez parte da 39ª edição do Intercolegial.

A terceira e última edição da série de lives trouxe o tema “Ídolos e professores: a importância dos ex-atletas na nova função de formadores”. Os convidados da vez foram Ana Moser, presidente do Instituto Esporte e Educação; Giovane Gávio, consultor de Esportes do Sesc RJ; e Rogerio Minotouro, fundador do Instituto Irmãos Nogueira. A mediação foi do repórter do GLOBO, Bruno Marinho.

Profissionais consagrados como atletas e treinadores, eles aceitaram o convite para debater sobre o novo ciclo olímpico, sob o olhar de quem comanda projetos sociais que incentivam a prática esportiva entre os jovens.

— As minhas experiências certamente me ajudam a inspirar esses jovens a buscar no esporte acima de tudo um meio de se expressar, de sentir alegria e prazer na pratica de alguma atividade — disse Giovane, que é bicampeão olímpico de vôlei, tetracampeão da Liga Mundial e técnico com diversas conquista.

O ex-atleta comentou sobre o que lhe motiva a continuar lutando pelo crescimento do vôlei brasileiro:

— Vivi um momento importante com meus ídolos na minha época, e talvez nisso esteja esse grande desejo nosso de compartilhar, de continuar se sentindo últil e inspirar outras pessoas a lutar pelos seus sonhos e propósitos.

Já Rodrigo Minotouro, referência nas artes marciais desde o início do século, acredita na importância de se valorizar o professor.

— O desafio do professor não é lapidar o talentoso, é pegar o menino mais desengonçado e fazer ele continuar no esporte pela persistência. Quanto mais crianças a gente conseguir atingir e conseguir colocar no esporte a gente vai estar feliz. — afirma ele, que também fala sobre a importância do papel do ídolo nesse processo:

— O mestre é aquele que teve sucesso no pódio e agora quer dar essa continuidade com as crianças. O atleta depois que se aposenta e se envolve em projetos como esse, traz uma imagem que engaja e envolve as crianças.

Políticas públicas

Uma das protagonistas da primeira medalha olímpica para o vôlei feminino brasileiro, Ana Moser contou sobre as dificuldades de manter um projeto de fomração de atletas:

— Eu fui tocando o instituto em paralelo com a minha carreira e outros projetos. E quando eu vi, deu muito certo, porque era muito necessário. É algo muito carente no Brasil, porque não temos base. Para além da desestruturação das categorias de base, é ainda mais abaixo disso, na formação esportiva — disse ela. — Como somos um país que não tem essa cultura de atividade motora, a gente não fala sobre isso. Nesse contexto todo, não é fácil sustentar uma instituição social ou projetos como esses, é realmente uma luta diária de buscar esse espaço.

Giovane Gávio também destacou a falta de políticas públicas para valorizar e difundir a prática esportiva na sociedade:

— Acho que o principal desafio nosso é a união de esforços em diversas áreas. O esporte deve sim fazer parte de um processo onde a educação, a saúde a segurança pública ganham. E isso não pode ser uma queda de braço apenas nossa. A gente sempre vai manter esse movimento tentando quebrar as barreiras, mas isso precisa ser feito de cima para baixo de uma forma mais firme, e assim sim os resultados vão ser interessantes — disse o ex-jogador. — A gente talvez nem queira ser necessariamente uma política publica prioritária, mas a gente quer que seja reconhecida a nossa importância dentro desse processo de formação de uma sociedade melhor — conclui.

Todos os bate-papo digitais estão disponíveis no canal do YouTube e no Facebook do GLOBO.

A série de lives faz parte do Intercolegial, um projeto realizado pelo GLOBO em parceria com o Sesc RJ. A edição de 2021 da tradicional competição escolar começou em outubro, sob um rigoroso protocolo contra a Covid-19 elaborado pelo Sírio-Libanês.



Fonte

Postado em 2021-10-28 04:00:56

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